Um dia perfeito.
Para mim isso é sinônimo de céu azul límpido, brisa morna em cidade praiera, um passeio nunca feito por um lugar bonito e uma grande amiga ao lado.
Garantia de sol na cachola, de cabelos esvoaçantes uma vez ou outra para quebrar aquele calorzinho maneiro, de conversa boa e de caminhar deixando para trás o novo como velho e vendo, no horizonte, o que nunca se tinha visto.
Para muitos isso pode ser besta, mas para mim é um dia perfeito.
Fui visitar uma amiga na cidade que eu conhecia basicamente de noite. Explico: como não tinha na minha cidade o curso que eu queria fazer na faculdade, fui para uma outra próxima… todos os dias eu viajava uma hora de ônibus para ir e outra hora para voltar. Como as aulas eram de noite, eu basicamente conhecia a cidade sem luz.
Então, um belo dia, pego o meu carro e vou passar o final de semana na tal cidade. Uma grande amiga que mora lá foi me mostrar os principais pontos turísticos dali.
Um dos lugares em que fomos foi um antigo forte, em um morro super alto, de onde eu pude ver boa parte da cidade.
Bacana.
Lá pelas tantas, tivemos a idéia de ir até o tal antigo forte – que tinha sido transformado em restaurante. Tinha um portão de ferro por ali, fechado. Mas sem cadeado.
“Ah, vamos entrar! Até que alguém diga o contrário, vamos tentar…”
Grande idéia! Ninguém se lembrou, claro, da infalível Lei de Murphy.
Bem, passamos pelo portão. Andamos na ruazinha de terra ao lado da construção uns 50 metros, mais ou menos, quando vejo dois cavalos correndo na nossa direção.
Cavalos, claro, foi uma força de expressão. Na verdade, eram dois cães enormes, gigantescos, correndo para nos pegar.
Sefodeaí.com!
Nem sempre que você tem um segundo para pensar e escolher entre as alternativas possíveis você escolhe a opção certa.
Ficar parada? Correr? Tem teorias que defendem cada uma destas opções.
Na dúvida e por instinto, nós duas corremos. Só que eu percebi, depois de correr quase nada, que os cães-cavalos eram muito mais rápidos que nós.
O que eu fiz?
Me joguei barranco abaixo – do lado direito do tal caminho tinha um belo barranco rodeando a construção.
Depois de deslizar uns bons metros, me virei para a subida, pronta para o cão-cavalo vir atrás e eu tentar jogá-lo barranco abaixo.
Sei que os defensores dos animais vão me atacar por essa idéia de jogar o cão-cavalo para baixo, mas nestas horas, meu amigo e minha amiga, é a lei da sobrevivência. Ou ele ou eu. hehehehehehehehe
Me viro com os dois braços preparados para o cão-cavalo que já estava descendo… quando ele escorrega um pouco, no início do barranco, e resolve voltar. Afinal, para que tanto trabalho com uma nó-cega como essa? hehehehehehe
Espero um pouco e escalo o barranco. Quando chego em cima, uma cena desoladora me espera a 50 metros em direção a saída: minha amiga encostada em um muro e com pessoas ajudando ela.
Tinha levado uma bela mordida do outro cão-cavalo na bunda!
Sefodeaí.com injeção dolorosa meia hora depois… pelo menos ela evitou a raiva (me refiro apenas a doença, claro) e uma infecção.
Mas uma coisa é certa: mesmo os mais perfeitos dias podem se desvanecer com uma fuga imprevista de cães-cavalos! Cuidado com os locais que você entra e, tenha certeza, correndo ou ficando parado, Sefodeaí.com


Putz! Dei um vacilo parecido entrando na casa de um amigo que tinha 5 cães-cavalos. Portão aberto, esqueci dos cachorros e entrei. Todos vieram em minha direção correndo com aquela cara de cão assassino e aqueles caninos babentos. Mas minha reação foi parar, não olhar nos olhos dos cães, que obviamente me cercaram, e gritar como uma louca para alguém da casa vir me ajudar. Incrivelmente, deu certo. Pode ter sido sorte.
Mas vem cá, uma mordida na bunda é muito sefodeaí.com… heheheh…