A leitora “Cantora de Chuveiro” pergunta:
Madame B,
Bom dia , te escrevo para que me ajudes no seguinte dilema !!!!
Participo de um grupo de canto onde todos têm um super astral, uma energia super boa, rola um respeito mutuo, enfim um super bom “rollo”.
Uma dessas semanas passadas entrou um rapaz, todo mundo gostou já que faz muita falta vozes masculinas neste grupo , mas …
O cara é um chato, super inconveniente , todos “correm” dele, principalmente as mulheres pois ele é super pegajoso .
Na aula retrasada a professora , coitada, teve que ir com ele sozinha, até o metro, e disse que o chamou na “chincha” pois as meninas estavam reclamando porque ele já chega cheio de intimidade .
Enfim , ainda não descobrimos muito bem o que ele foi fazer lá, pois não leva a sério os ensaios, na aula passada chegou cedo pra aprender as novas musicas mas quem disse que ele ficou pra aprender? Ele some assim do nada e reaparece sentado na platéia comendo batatas fritas enquanto a aula segue , enfim, é uma pessoa que não tem nada a ver com o grupo e que acaba tirando o “bom rollo” da galera já que ninguém fica à vontade com ele .
Ah, esqueci de contar que na aula passada estava atravessando a rua do metro e adivinha que vem me acompanhando???? Uma longa caminhada (ETERNA) do parque até o local das aulas. “Me toco a mi” jolines…
Madame B , o que você acha que devemos fazer com esse “pesado”?
Ass: Cantora de Chuveiro!
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Madame B responde:
Caríssima Cantora de Chuveiro, o caso do indivíduo em questão trata-se indubitavelmente de um “mala sem alça e sem noção”. Infelizmente é uma espécie que insiste em não entrar em extinção e quando a gente menos espera, se infiltra nos grupos e enche o saco de todo mundo!
É um dilema complicado, pois se aproveita da boa educação das pessoas para executar sua estratégia maléfica de ocupar cada vez mais espaço. Quando você tenta reagir, ele sorri ardilosamente com cara de ingênuo e faz com que todos se sintam mal em se posicionar, aturando mais uma vez o tal mala.
A primeira recomendação é agir com indiferença educada. Quando os “malas” recebem pouca atenção, tendem a perder poder. Os mais espertos, usam essa situação para se fazerem de vítima e conquistar os corações mais bondosos. Não caia nessa armadilha! Ele logo voltará a ser o chato de sempre!
Tudo que você disser poderá ser usado contra você, restrinja-se a responder: sim, não, é, pode ser, às vezes, ãhã… nunca responda mais de três palavras ou estará alimentando o diálogo. Evite contato visual, olhe sempre no horizonte, como se estivesse pensando algo muito importante. E nunca, jamais, em tempo algum, pergunte nada! Ele responderá… em detalhes!
Procurem deixá-lo sempre entre os componentes masculinos, homens demarcam território com menos pudor e educação.
Caso o “mala pesada” se converta em “pochetinha”, manter a estratégia e aturá-lo, fazer o que? A vida não é perfeita.
Mas se nada disso funcionar, cabe à professora conversar com ele individualmente e explicar que não está atingindo os padrões necessários para participar do grupo. Isso poderá ser feito com um representante dos alunos também, para não deixar a pobre professora vendida.
No mais, cante como se ele não estivesse ali e curta o bom “rollo” do grupo!
Besitos, Madame B

Muitissimo obrigada Madame B
Vou procurar seguir seus conselhos pois a coisa esta ficando preta rsrsrs!!!!
Olhar de horizonte eu ja faço mesmo , alias e que horizonte, inclusive faço cara de paisagem daquelas bem mortas rsrsrs.
Você conhece a musica “O CHATO”, do Oswaldo Montenegro? rsrs
Pois é…
Beijosss