Você sai do seu país natal, onde sempre viveu, e vai morar longe.
Em outro continente, para ser mais exata.
Bacana.
O bom é que, logo no primeiro dia, você se sente “em casa” – entre aspas porque logo mais, um tempo depois, você vai descobrir que não tem mais isso que chamam de casa… porque éres como um caracol que transporta o “aconchego” consigo.
Você sai do seu país para morar longe para estudar algo que adora.
Melhor.
Depois de mais de um ano longe das pessoas que você ama desde o berço – ou antes -, chega o dia de voltar para a primeira “casa”, aquele país onde você nasceu e com o qual se identifica até o último fio dos pêlos que cobrem o teu corpo (ou, quem sabe, até mais fundo).
Bacana.
Para aproveitar bem as duas semanas que você conseguiu de férias, você trabalha até a véspera da viagem.
Literalmente.
O vôo sai de manhã e você planeja acordar cedo… tipo quando ainda nem amanheceu direito. Afinal, para vôos internacionais tem que chegar com antecedência.
Detalhe: você mora para-lá-de-onde-o-Judas-perdeu-as-botas e tem que mudar de linha de metrô.
Previsão: gastar uns 40 minutos, pelo menos, para chegar no aeroporto.
Ok, você trabalhou até a meia-noite, chegou em casa 40 minutos depois ou mais – não falei que você realmente morava para-lá-de-onde-o-Judas-perdeu-as-botas? – e tenta dormir.
Tenta porque, sabe cumé, bate aquela ansiedade pré-viagem de retorno à “casa”. Bem, você consegue dormir umas cinco horas, vai.
Daí acorda, tenta “espabilar” (expressão espanhola que significa ficar “desperta”, “ligada” – isso é se você conseguiu se “desligar”) e sai com a sua mala gigante pesando 30 quilos. Claro que, meio “pobre”, você vai puxando a mala com rodinhas pela rua até o metrô. Coisa de uns 600 metros, “coisa poca”!
Bacana. Você chega no metrô, aquele mesmo que está com o elevador enguiçado há um mês, aproximadamente, e se dá conta de algo realmente MUITO pior do que o elevador estar parado as seis horas da manhã: nenhuma BENDITA escada rolante está ligada a essa hora!
Sefodeai.com!!!!
Aí, meu amigo e minha amiga, só tem um jeito: descer cinco – sim, eu disse CINCO – lances de escadas GIGANTESCOS com a sua mala de 30 quilos, mais um sobretudo e uma bolsa a tiracolo.
E quem disse que você não pagou os seus pecados?
Alguém poderia dizer: mas porque você, ainda que “duranga-kid”, não pegou um táxi quando viu as escadas rolantes desligadas? Bem, você realmente acredita que as seis horas da manhã para-lá-de-onde-o-Judas-perdeu-as-botas existe algum taxista vivo? Até pode ter, mas ele estará dormindo, com certeza. A verdade é que não existem táxis por lá a essa hora da manhã, ainda que você viva na capital da Espanha.
Resultado: dá-lhe descer aqueles intermináveis degraus sem a ajuda de ninguém e nem de nada – nem da gravidade que, nestes casos, inclusive atrapalha. Quem foi o desgraçado/a mesmo que disse que “para baixo todo santo ajuda”? Ajuda nada, meu filho!!!
Sefodeai.com gosto e suor!
Ah, e não termina assim não… ainda você tem que enfrentar praticamente 24 horas de viagem, incluindo esperas nos aeroportos, outro vôo no Brasil, filas, mais de 12 horas sentada em aviões…
É… Sefodeai.com (e com o plus do jet lag!!!)


É isso ai garotinha, eu tbem moro para-lá-de-onde-o-Judas-perdeu-as-botas , será que somos vizinhas e nao estamos sabendo??? hehe Depende de onde é o seu judas perdeu as botas, pois a do meu foi aqui pro sur de madrid rsrsrs .
Da proxima vez vê se liga pro radio taxi e marca uma hora com ele ta!!!
Por que senao …. sefodeai.com
Oi Didis!!!
Pois sim, menina… só que o detalhe é que eu morava para-lá-de-onde-o-Judas-perdeu-as-botas. Agora já moro na civilização… hahahahahaha
Sabe cumé… nem sempre as histórias que a gente conta são atuais, né? Essa minha história aí é de 2006, quando viajei para o Brasil de volta pela primeira vez. Na época, morava na Conchinchina, ou seja, mais ou menos perto do metrô Avenida de la Ilustración. Um saco chegar em qualquer lugar… no caso, o Judas tinha perdido um par de suas botas para o lado Norte – o outro par ele perdeu por aí, no lado Sul, pelo visto… hehehehehehe
E na época, claro, que não pensava que ia rolar isso das escadas rolantes, né? Se não, com certeza, não passava por esse sacrifício. Até porque, no ano passado, já morando na civilização, também fui de madrugada para o aeroporto e, desta vez, liguei para um rádio-taxi (sim, eu já descobri esse invento da Humanidade… hehehehehehehe). E também, claro, porque era tão cedo que ainda nem tinha metrô. heheheheehehehehe
Mas vivendo e aprendendo, né, garota? Nóis aprende, ainda que nóis demora algumas vezes… hehehehehehe. Hoje já não caiu nas mesmas armadilhas do sefodeaí.com
Leia-se “caio” e não “caiu”… hehehehehe. E “algumas veiz” em lugar de “algumas vezes”. A pressa é realmente um problema. hehehehehehe
muito bom alê…
eu amo rádio taxi, hahahaha
beijoca!
Lu
Acho fantástico ter metrô no aeroporto, muito civilizado e baratíssimo. Para vôos curtos não quero outra opção. Mas definitivamente com mala pesada é sefodeaí.com! As escadas matam! Mesmo nas conecções, quanto tem escada rolante, é um saco! E na rua, até você chegar na estação é aquele barulhinho chato das rodinhas da mala quicando no chão. Taxi, por favor!
Pois é… pelo menos voces vivem num lugar onde judas foi algum dia, embora tenha perdido as botas.
Ja morei por lá também.
Ai um dia, resolvi voltar para pátria mãe, para um lugar sossegado, tranquilo e sem judas.
Um lugar onde nao tem metro. Onde nao tem aviao. Onde cada viagem implica uma logistica que imprica pai, mae, noivo, cao e gato, para pegar um aviao.
sefodei.com
bem-vinda a casa, DOS OUTROS!
Por aqui nem judas da as caras!!
Oi pleaseclarita! Ou melhor, oi Lu!!! hehehehehehe
Eu também acho rádio-taxi um avanço da Humanidade e uma maravilha de cidades mais estruturadas, como é o caso de Madrid – e tantas outras, é claro.
Tanto que eu utilizei esse serviço da última vez, em dezembro. Mas é que na época da história que narro aqui eu era, admito, meio “nó-cega” e, claro, ainda mais Duranga-Kid que agora. Então era do time do “para que gastar se eu não preciso”? Claro que depois deste Sefodeaí.com eu mudei de idéia e resolvi “economizar” um pouquinho a cada mês para o rádio-táxi de época de viagem. hehehehehehehe
beijossssssssssssss
Bianca, tens toda a razão do mundo!
Acho também civilizadíssimo e super prático o metrô no aeroporto. E acho o metrô e o Aeroporto de Barajas muito, mas muito bons. Mas o problema realmente é quando a estação no fim do mundo está com as escadas rolantes paradas as 6 da manhã e quando estás com a bendita mala gigante cheia.
Para vôos na Zooropa e malas menores, é perfeito. Do contrário, dá-lhe táxi! É o jeito.
Beijosssssssssssssssssssss mil, garotinha, e obrigada pelo espaço!
Oi palaroid!
Que delícia morar em um lugar em que o Judas nem passou, hein?
Sei que essa minha frase parece coisa de gente “fantasiosa”, que romantiza a vida. Isso pode virar uma discussão de três horas e cinco dias, porque conheço pessoas que jamais conseguiriam morar longe da poluição, da cidade grande, do buzinaço de carros, da correria de engravatados, e etc.
Eu sim, conseguiria. Tudo depende de fazendo o quê da vida. Acho que nós, normalmente, complicamos demais as coisas quando, tudo, é mais simples.
Por isso acho bacana sim morar onde o Judas nem passou. O bom disso é que você não precisa muito sair de lá, porque por ali tens paz, amor, aconchego, dias de sol, de flores, de frutas frescas, de verduras idem, de amor, de paz, de tempo no seu tempo e não do jeito acelerado de outros lugares – como Madrid, por exemplo.
O problema, tens razão, é quando resolves sair deste local. Daí é quase uma operação de guerra, muito pior do que a que eu narrei acima. Aí o teu Sefodeaí.com ganha do meu de disparada.
Obrigada pelo comentário e pela visita. Espero que busques os demais textos deste blog maravilhoso criado pela Bianca. Um abraço!
Gente pior que tudo isso,só mesmo quebrando uma rodinha da mala de 30 quilos. hahaha…Sefodeai.com. Uiiiiii
Oi Neusa
Pois sim… a cada degrau eu pensava nisso: “Espero que o fabricante da mala seja dos bons”. heheheheheehehe
Essa minha mala, aliás, merecia um prêmio. Ou o fabricante dela, sei lá. Porque a coitada já resistiu a cada perrengue que, só por Deus! Aliás, o primeiro grande test drive dela foi nessa noite sem escadas rolantes funcionando… hehehehehehehe
Se quebrasse a rodinha eu acho que ia deixar a mala lá, parada, para algum louco que quisesse levá-la para casa… sei lá o que alguém pode fazer nestas horas de total Sefodeaí.com